//Imprensa
Matéria: Justiça Federal obriga escola a oferecer tratamento especial a aluno hiperativo
Publicada no site Última Instância (http://ultimainstancia.uol.com.br) - 7/11/2006
Matéria: Cuidado com a sua voz
Disponível no site da Comunidade Grupo Foco (http://www.comunidadegrupofoco.com.br)
Matéria: Lei de Libras - Casa Civil faz consulta pública sobre lei de Libras
Publicado no portal Sentidos (http://sentidos.com.br/canais/) - 01/01/2006
Matéria: Gagueira
Publicada no Jornal da Tarde (http://jpdf.jt.com.br) no caderno C-4, 17/12/2005
Matéria: Vereador quer tratamento gratuito para a gagueira
Publicada no Balneário Camboriú News, 15/12/2005
Matéria: Pescoço e colo livre de rugas
Publicada no site WMulher (www.wmulher.com.br), 9/11/2005
Matéria: International meeting in Brazil
Publicada no site site da IAOM (International Association of Orofacial Myology - www.iaom.com), 31/10/05
Matéria: Gagueira tem tratamento
Publicada no site O Debate (www.odebate.com.br), 9/10/2005
Entrevista: Dra. Irene Marchesan
Publicada no site WMulher (www.wmulher.com.br), 10/08/2005
Entrevista: Irene Marchesan no programa Sílva Popovic, 16/06/2005
(clique para fazer o download/abrir do arquivo de som)
Entrevista na Rede Globo - Programa SPTV, 02/07/2010
Nossa entrevistada desta semana é realmente uma vencedora em sua área de atuação. Irene Queiroz Marchesan, formada em fonoaudiologia, criou uma escola e uma ONG na área de fonoaudiologia. Com inúmeras obras e livros publicados na área, Irene acaba de ganhar um importante prêmio internacional, além de estar lançando no próximo dia 12 seu mais novo livro “Tratamento da deglutição – a atuação dos fonoaudiólogos em diferentes países" em que é autora e organizadora em conjunto com 20 fonoaudiólogos de diversos países. O livro é dirigido a fonoaudiólogos, dentistas e médicos. um livro. Ela é super ativa,para saber mais sobre sua especialidade e trabalho desenvolvido leia abaixo nossa entrevista
WM: Qual é sua formação acadêmica?
Irene: Me formei na PUC – SP em 1977 em Fonoaudiologia.Fiz especialização em Motricidade Oral, Mestrado e Doutorado. O mestrado fiz na PUC – SP também e terminei em 1989, o doutorado fiz na UNICAMP e terminei em 1998.
WM: Como a sra. se interessou pela fonoaudiologia?
Irene: Na verdade, quando eu prestei não sabia muito o que era isto, aliás como quase todos os estudantes que em geral são muito jovens na época do vestibular e não sabem muito o que é o que. Prestei medicina em algumas faculdades e fonoaudiologia na PUC –SP, pois sabia que era alguma coisa de cuidar dos outros e eu sempre adorei cuidar de gente. Entrei e gostei muito.
WM: Onde a sra. começou a trabalhar?
Irene: Comecei a trabalhar na minha vida com 16 anos já em hospitais como técnica de laboratório e, ao me formar em fonoaudiologia, iniciei em uma clínica de duas professoras minhas, que me convidaram para trabalhar com elas já que eu havia sido uma boa aluna.
WM: O que é o Cefac? A sra. é uma das fundadoras?
Irene: O CEFAC é uma escola regulamentada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia para ministrar cursos de especialização. Foi fundada por quatro fonoaudiólogas. Eu era uma delas. As outras três saíram em momentos diferentes da sociedade, uma delas saiu um ano após o início, outra saiu sete anos depois e a última saiu nove anos após o início. Hoje o CEFAC tem dois sócios diretores eu e o Jaime Luiz Zorzi que é meu marido e fonoaudiólogo também. O CEFAC foi fundado em 1983. A idéia desde o primeiro dia foi ensinar os fonoaudiólogos formados a trabalharem melhor na clínica, oferecendo uma melhor formação para eles. É um curso essencialmente clínico que leva o profissional a ter maiores conhecimentos em sua área de especialidade. Só trabalhamos com pessoas formadas. O Cefac começou em 83 com 21 alunos e hoje tem mais de 1000 alunos em curso, sendo que já formamos mais de 6000 fonoaudiólogos de todo o Brasil. Iniciamos em São Paulo e hoje temos unidades em quase todos os estados do Brasil. Este ano estamos comemorando 10 anos de CEFAC-RIO DE JANEIRO e 10 anos de CEFAC-GOIÂNIA que foram nossas duas primeiras unidades fora de São Paulo. Além de fonoaudiólogos, hoje o CEFAC é forte na área de Educação trabalhando com formação de professores primários para formá-los melhor na área de alfabetização. A especialidade do Jaime é o trabalho em escolas e ele tem uma grande penetração neste setor. Sendo assim, o CEFAC atualmente atua em dois pólos, na área da saúde e na área da educação. Temos em torno de 90 professores quase todos doutores ou mestres, que ministram aulas no CEFAC.
WM: E o Cefaquinho? A quem se destina? Há algum pré-requisito para ser atendido?
Irene: O CEFAC-Clínica Escola carinhosamente conhecido como Cefaquinho já completou cinco anos de existência e foi criado inicialmente para que nossos alunos pudessem ver seus professores atuando e assim terem uma visão mais prática do que falávamos. Hoje o Cefaquinho cresceu muito é um ONG e atende pessoas que não tem dinheiro para pagar um serviço de fonoaudiologia. Outros profissionais se juntaram a nós, A Gisela Mitri uma ortodontista, o Vicente Assencio um neuropediatra, a Diva Esteves nossa assistente social, e assim por diante. Todo paciente ao chegar passa primeiro pela assistente social para saber se ele não pode mesmo pagar. O serviço prestado às vezes é totalmente gratuito e às vezes é pago parcialmente. Tem paciente que paga um real cada sessão e tem paciente que chega a pagar 10,00 reais cada sessão, depende do poder aquisitivo dele. Atendemos várias áreas e inclusive fazemos vários exames na área de audiologia, eletromiografia de superfície, análise acústica da voz e outros.
WM: Qual é o cargo ou função que a sra. exerce no Cefac e Cefaquinho?
Irene: Bem, eu tenho várias funções. Na parte clínica do CEFAC e Cefaquinho eu avalio todos os pacientes que chegam para o setor de Motricidade Oral. Trabalho com as minhas assistentes, algumas estão comigo há mais de 10 anos e foram sempre minhas ex-alunas, e após eu fazer o diagnóstico traçamos um plano de terapia para que ele entre em atendimento. Uma de nossas assistentes aplica a terapia e eu vou reavaliando todos os pacientes de dois em dois meses. Na parte escolar coordeno o curso de especialização em Motricidade Oral o qual eu mesma criei e dou aulas no curso também. Então, além de coordenar o curso, sou professora dele também. Faço eventos dentro da área de Motricidade Oral e coordeno o desenvolvimento de várias pesquisas nesta área. Por último co-oriento monografias dos alunos da especialização na área de Motricidade Oral.
WM: O que é fonoaudióloga?
Irene: Fonoaudiólogo ou fonoaudióloga são os profissionais formados em Fonoaudiologia que prestam atendimento na área da saúde ou da educação habilitando ou reabilitando a comunicação oral e ou escrita além dos aspectos oro-miofuncionais como as funções de mastigar, deglutir e respirar.
WM: Em sua opinião qual é o maior problema enfrentado pela fonoaudiologia?
Irene: Atualmente o desrespeito a este profissional por alguns segmentos da classe médica. O segundo grande problema é que não há quase credenciamento deste profissional nos convênios médicos levando a população a não ter este serviço incluído em seus planos de saúde. Se o paciente não pode arcar com o pagamento de terapias particulares fica sem atendimento.
WM: Atualmente há uma incidência maior de problemas fonoaudiológicos?
Irene: O fonoaudiólogo atua em muitas áreas da saúde e da educação, então lida com problemas muito diversos, sendo assim fica difícil dizer que há uma incidência maior deste ou daquele problema e vai depender muito da área de especialidade de cada profissional. Os problemas escolares têm um índice altíssimo e mesmo assim existem poucas escolas que tem um fonoaudiólogo de plantão para a resolução destes problemas. Isto nos Estados Unidos é garantido para todo estudante e aqui são poucas as escolas que se preocupam em resolver os problemas de seus alunos na base. Orientações básicas aos professores já evitaria que a criança fosse indicada para terapia. Nos EUA existem 120.000 fonoaudiólogos e todos tem emprego ou na área da saúde ou na área da educação. No Brasil temos apenas 25.000 fonoaudiólogos e seguramente 80% não tem emprego e tenta sobreviver à custa da clínica particular.
WM: Dentro de seu campo de atuação a sra. é especializada em um tipo de problema?
Irene: Sim. Trabalho com as alterações miofuncionais, que são alterações da respiração, mastigação e deglutição e com as alterações da fala que sejam de origem fonética, ou seja, problemas de fala decorrentes de alterações musculares, ósseas ou neurológicas.
WM: A deglutição sempre foi um problema ou a vida moderna está aumentando os distúrbios na área?
Irene: A deglutição sempre foi um grande problema na vida do ser humano. O que ocorria era que não se sabia identificar, fazer diagnósticos corretos e acima de tudo tratar. Também não se dava a devida importância para esta função. Um exemplo bem fácil de perceber isto é quando uma pessoa tinha um derrame e ficava com várias seqüelas. A parte motora para andar ou mover os braços estava danificada, não falava direito não podendo se expressar com clareza e também apresentava dificuldades para engolir. Como os problemas para se mover e falar eram muito grandes e evidentes, quem iria se importar com a deglutição? Hoje, como se sabe que se a pessoa começa a engasgar com saliva, água ou alimentos, isto pode ir para o pulmão, e ela ter uma pneumonia ou até morrer, a deglutição é um dos primeiros aspectos a ser trabalhado. Antigamente o paciente tinha pneumonia, morria e as pessoas diziam, olha só coitado além do derrame ainda teve uma pneumonia e morreu. Ninguém ligava isto aos problemas da deglutição que neste caso são chamados de disfagia.
WM: O que são casos “curiosos” em fonoaudiologia?
Irene: Bem são aqueles casos que ninguém espera receber em um consultório de fonoaudiologia. Tem muita gente que acha que fonoaudiólogo só trata e crianças ou só trata de pessoas com gagueira. Por exemplo, quando chega alguém que já foi a médico, se tratou e continua roncando e daí aparece em um consultório de fonoaudiologia para treinar parar de roncar, parece engraçado ou curioso, e às vezes nem os fonoaudiólogos sabem que isto pode ser trabalhado por eles. Adultos que falam com sotaque, pessoas que querem mudar sua forma de falar para parecerem de outro nível social, já que a fala identifica muito bem este aspecto. Pessoas que engasgam com determinados tipos de alimentos, pessoas que tem dificuldade de dar beijos de língua ou lamber o sorvete, outros que fazem barulho para tomar água, chá ou café, homossexuais que não querem ser identificados pela sua maneira de falar ou que querem mudar a voz e assim por diante. Estes casos são de fácil tratamento no geral e a fonoterapia é curta e quase sempre com bons resultados.
WM: A sra. se sentiu em algum momento discriminada profissionalmente por ser mulher?
Irene: Na minha profissão com certeza não, já que ela é constituída quase que 99% por mulheres. Quem é discriminado nesta profissão são os homens fonoaudiólogos. Nos Estados Unidos é comum o fonoaudiólogo homem, mas no Brasil, como se tem uma visão errada da profissão, já que se entende que somos professores especializados em fala ou escrita, quase nenhum homem se aventura na profissão.
WM: É dificil estabelecer-se por conta própria?
Irene: Muiiiiiiiiiiito difícil. E hoje mais ainda, já que o país está passando por uma crise aparentemente interminável.
WM: Dentro de sua trajetória profissional o que lhe deu a maior alegria ou satisfação?
Irene: Muitas coisa me deram alegria, pois eu amo ser fonoaudióloga, mas vou dar duas coisas que mais me agradam e uma que me fez ficar muito feliz este ano.
As duas coisas que me fazem muito feliz são as seguintes:
1. meus pacientes ficando bons e, portanto, eternamente gratos principalmente os adultos com problemas de fala, que em geral ao melhorarem, ou se curarem, arrumam melhores empregos. Adoro poder proporcionar isto aos pacientes.
2. ser seguida por outros profissionais. Ou seja, ver que ex-alunos ou mesmo outros profissionais que não forma meus alunos seguem as minhas idéias de tratamento. Isto é de um prazer não mensurável. Você ver que os profissionais acreditam naquilo que você criou e seguir seus passos é passar para a eternidade.
E o que me deixou muito feliz este ano foi ver meu esforço na área da Motricidade Oral ser reconhecido fora do país, internacionalmente, quando ganhei, para minha total surpresa, um prêmio no mês passado pelo reconhecimento às minhas pesquisas. Este prêmio me foi concedido pela IAOM – International American Orofacial Myology.
WM: Como é o projeto de seu novo livro? Quais os assuntos abordados?
Irene: Este novo livro que será lançado no dia 12 de agosto de 2005 é somente sobre a avaliação e o tratamento da deglutição. Escrevem no livro 18 autores sendo 11 de fora do Brasil. Os autores estrangeiros são: três da Argentina; três do Chile; um dos Estados Unidos da América; dois do Peru; um de Portugal e um da Venezuela. O livro tem 360 páginas e 21 capítulos sendo que eu escrevo três e quem o está publicando é a Pulso Editorial. A idéia deste livro é saber como especialistas em Motricidade Oral de diferentes partes do mundo avaliam e tratam as alterações da deglutição.
WM: A sra. é casada tem filhos?
Irene: Eu gosto tanto da instituição do casamento que me casei duas vezes. Na primeira vez casei com um médico que depois de 17 anos veio a falecer e agora já há 15 anos sou casada com um fonoaudiólogo que também é meu sócio, amigo e companheiro de todas as horas. Eu decidi não ter filhos em nenhum dos dois casamentos pelo fato de sempre trabalhar demais inclusive viajando muito para dar aulas.
WM: O que a sra. gosta de fazer em seus momentos de lazer?
Irene: Ir para Monte Verde apreciar a natureza e ficar em paz e, acima de tudo desfrutar da companhia dos meus quatro animais de estimação, sendo três cachorros, o Shoyo, a Sushy e a Preta e um gato chamado Igor. Gosto muito também de ser dona de casa (por incrível que pareça) e cozinhar, sou uma boa cozinheira.
WM: A sra. se sente realizada profissionalmente?
Irene: Muito mais do que eu mesma poderia imaginar que um dia me sentiria.
WM: Algum sonho ou projeto para o futuro?
Irene: Ler mais e escrever mais sobre fonoaudiologia. Também tenho um sonho quase secreto que é escrever um livro sobre “família: delicias e complicações”.
WM: A sra. gostaria de dar uma mensagem final para nossas leitoras?
Irene: Acredito que todas nós mulheres precisamos trabalhar, pouco ou muito não importa. O trabalho nos dá independência econômica e acima de tudo nos realiza internamente fazendo com que possamos nos sentir produzindo algo que fica para a posterioridade, seja o que for.
Destaques para as obras de Irene:
*Motricidade Oral -Visão Clínica do Trabalho Fonoaudiológico com outras Especialidades Publicado em 1993 e em 1999
publicado pela Pancast é a tese de dissertação de mestrado de Irene
*Uma Visão Compreensiva das Práticas Fonoaudiológicas - A Influência da Alimentação no Crescimento e Desenvolvimento Craniofacial e nas Alterações Miofuncionais
livro publicado em 1998
Editora Pancast e é a tese de doutorado de Irene
*Fundamentos em Fonoaudiologia - Aspectos Clínicos da Motricidade Oral
Livro publicado em 1998
*Fonoaudiologia e Ortodontia/Ortopedia Facial Esclarecendo Dúvidas sobre o trabalho conjunto
Irene Queiroz Marchesan e Nelly Tichauer Sanseverino
Editora Pulso 2004
Gagueira tem tratamento
Domingo, 9 de outubro de 2005
O dia 22 de outubro é o Dia Internacional de Atenção à Gagueira, no Brasil a ação é promovida nacionalmente pelo Cefac - Educação e Saúde, Abra Gagueira - Associação Brasileira de Gagueira e HSPE, Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. E tem como objetivo aumentar a compreensão sobre esse sério distúrbio de fala, diminuir as piadas e acabar com o preconceito em torno das pessoas que gaguejam.
O Brasil sempre participou e este ano, 14 Estados promoverão atividades para a população: Amazonas, Espírito Santo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás.
Durante uma semana, de 16 a 22 de outubro, várias ações serão realizadas, em diversas cidades brasileiras e, entre elas, um fórum on-line estará disponível no site www.abragagueira.org.br. Em São Paulo haverá o Encontro de Atenção à Gagueira na Cidade de São Paulo, gratuito e aberto à população.
Da Redação
odebate@odebate.com.br
Four IAOM members, Dr. Irene Queiroz Marchesan, Dr. Ana Lia Garretto, Lillian Krakauer, and Licia Coceani Paskay, met with other Speech and Language Therapists in Sao Paulo, Brazil on August 12-13 at the First International Meeting in "Treatment of swallowing: What the SLP's do in other countries".
The meeting was organized by Dr. Marchesan and hosted at CEFAC (Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica or Center for Specialization in Clinical Speech Pathology and Audiology). Dr. Marchesan and her husband, Dr. Jaime Luis Zorzi are the founders and directors of CEFAC.
Dr. Marchesan, with the help of SLPs from 7 countries, wrote a book on swallowing, entitled Tratamento da Degluticao: A Atuação do Fonoaudiólogo em Diferentes Países (Treatment of swallowing: What the SLPs do in other countries). Among the authors that contributed to the book were IAOM members: Dr. Ana Lia Garretto from Argentina and Patricia Taylor from the United States. Patricia is the current Editor in Chief of the International Journal of Orofacial Myology (IJOM). The "unveiling" of the book at the meeting gave Dr. Marchesan an opportunity to bring together most of the authors that had contributed to Tratamento da Deglutição. Pat Taylor was unable to attend the meeting so Licia C. Paskay presented Pat Taylor's greetings to the attendees. Licia also represented the IAOM and SLPs from the United States.
The meeting was attended by approximately 90 SLP's. Dr. Marchesan took advantage of the conference to facilitate and lead a round table on the international situation regarding myofunctional therapy and swallowing therapy. The round table was attended by Norma Chiavaro (Argentina), Maria Inês Rehder (Brazil), Ester Bianchini (Brazil), Christine Tanigute (Brazil), Adriana Rahal (Brazil), Adriana Tessitore (Brazil), Maria Yolanda Aybar Orellana (Chile), Sharon Toyama Nakamatsu (Peru), Hilton Justino da Silva (Brazil), Danielle Andrade da Cunha (Brazil), Ana Ilse Arraga Moreno (Venezuela), Ana Lia Garretto (Argentina), Monica Gonzales (Argentina), Margarida Grilo (Portugal), Lilian Krakauer (Brazil), Lia Duarte (Brazil) Pia Villanueva (Chile), Lidia D'Agostino (Brazil), Licia Coceani Paskay (USA) and many others.
A consensus of the round table resulted in four major conclusions. One, it is time for the medical profession to consider swallowing disorders not just as "dysphagia", but as part of a much larger orofacial myofunctional disorder. Two, at least in Latin America, it is the SLP's trained in myofunctional disorders who spearheaded programs in diagnosis and treatment of swallowing disorders because they understand the complexity of the factors involved in swallowing. Three, the participants at the round table agreed there needed to be a higher number of doctorates in the SLP and MF-OM professions. Four, they also agreed that we have a responsibility to educate, educate and educate pediatricians, ENTs, and pedodontists about the benefits of early diagnosis and treatment for myofunctional disorders.
SLP's in Latin America are striving to get recognition they deserve as medical team members and have their therapeutic skills considered necessary and not elective. In almost all Latin America people cannot afford elective care.
At the meeting in Sao Paulo, Dr. Marchesan was recognized as the winner of the IAOM-Richard H. Barrett Award, an award given for contributions in orofacial myology research. IAOM representative, Licia Paskay personally presented the plaque for this special award to Dr. Marchesan. The award was well deserved as Irene is a staunch and tireless proponent of myofunctional therapy and her accomplishments are there for all to see.
Licia Coseani Paskay
IAOM website
http://www.iaom.com/iaom_whatsnew.html
Por: Redação
Aqui, onde temos verão quase onze meses por ano, queremos mostrar um colo e pescoço livre de rugas, esticadinho e charmoso.
A pele nesta região é muito fina e sensível já que possui menos glândulas sebáceas. Isso significa que esta pele perde mais rapidamente a elasticidade, tonicidade e por conseqüência fica com mais facilidade flácida, ressecada e enrugada.
Por isso os cuidados com o pescoço e colo devem fazer parte do ritual diário de beleza..
Além da hidratação e demais cuidados outros fatores também influenciam, como a postura e maneira de dormir.
Por exemplo, é possível eliminar o detestável “papinho”, sem cirurgia, com o auxilio de uma fonoaudióloga segundo a dra. Márcia Silva do Cefac, mas ela alerta que somente se o “papinho” tiver origem na mastigação, deglutição ou falta de força da musculatura da língua. Assim, é interessante passar por uma avaliação prévia.
A pele do colo e pescoço começa a envelhecer por volta dos 30 anos. O sol é responsável pelo fotoenvelhecimento.
Cuidados básicos:
· Evite água muito quente no banho;
· Procure secar a região sem esfregar, só com um toque suave da toalha;
· Passe um bom hidratante na região, no pescoço pode ser o mesmo do rosto;
· Use diariamente protetor solar, pelo menos com fator 15;
· Uma vez por semana faça uma máscara hidratante na região após uma esfoliação suave, especialmente as máscaras tensoras são especialmente indicadas;
· Atenção com o use perfumes atrás da orelha, o sol pode provocar manchas e queimaduras.
· Uma postura ereta, ombros para trás e cabeça erguida também ajudam.
Segundo a dermatologista Carolina Ferolla, existem 6 medicamentos tópicos que se destacam no tratamento e prevenção das linhas de expressão e rugas no colo e pescoço:
· os Retinóides tópicos: eles estimulam a renovação celular, aumentando a elasticidade cutânea e suavizando as rugas e linhas de expressão.
· os alfa-hidroxiácidos
· os polihidroxiácidos, que diminuem a espessura da epiderme e favorecem a formação e depósito de colágeno na derme.
· as Vitaminas que agem como protetoras, antioxidantes e corretivas, os regeneradores que refazem o tecido lesado,nutrem e hidratam a região e por ultimo
os neurocosméticos.
Boa parte dos tratamentos que são utilizados no rosto pode ser aplicada ao pescoço, converse com o seu dermatologista sobre os diversos métodos e eficácia de cada um deles.
Entre os tratamentos mais importantes segundo a Dra. Eliandre Costa Palermo, cirurgião-dermatológica, estão a aplicação de Toxina Botulina (Botox), Terma Cool, Sculptra, Peeling, Lifting, Laser e Luz Pulsada.
Para casos de flacidez mais severa, papada por gordura localizada, há técnicas de cirurgia plástica, lifting, mini-lifting e até lipoaspiração que podem melhorar a aparência de seu pescoço. Procure sempre um médico que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para encontrar qualquer cirurgião dermatológico acesse Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica no canal: “Encontre um Cirurgião Dermatológico".
Serviço:
Dra.Márcia Silva
Cefac - R. Cayowaa, 664 - tel.: 3868-0818- marcia@cefac.br
Clinica Carolina Feroll
Rua Afonso Brás, nº 473 – sala 64
Vila Nova Conceição – São Paulo
Telefone: (11) 3849-4207
Dra. Eliandre Costa Palermo
Tel: (11) 3021-2104 - eliandre.palermo@uol.com.br
Vereador quer tratamento gratuito para a gagueira
O Vereador Dão Koeddermann (PSDB) está protocolando na Câmara municipal
de vereadores de Balneário Camboriú, um projeto de lei que institui o
atendimento obrigatório e gratuito às crianças que apresentam distúrbio
na fluência da fala - a gagueira e distúrbio na Linguagem Oral. O
atendimento deverá ocorrer na Infância, Idade Pré-Escolar e no Ensino
Fundamental.
O diagnóstico e tratamento deverão ser realizados por intervenção de
profissionais especializados, fonoaudiólogo e ou psicólogo, conforme
necessidade de cada caso. Caberá aos professores das Escolas da Rede de
Ensino de Balneário Camboriú a identificação imediata do problema, o
encaminhamento para profissionais especializados bem como acompanhar o
tratamento para garantir o sucesso, dando suporte à criança nas
atividades escolares e na sua integração social.
Pelo projeto ainda, e segundo justificativa de Dão, a família deverá ser
envolvida e sua cooperação será fundamental no melhor prognóstico e
tratamento do distúrbio. "Aproximadamente 1% das pessoas gaguejam. No
mundo são 60 milhões e no Brasil são 1 milhão e seiscentos mil. A
gagueira é um distúrbio na fluência da fala e existem outros distúrbios
da linguagem oral, todos podem ser tratados por fonoaudiólogos e ou
psicólogos, profissionais especializados para realizar tal tratamento.
A gagueira não tem graça, tem tratamento" comenta o vereador .
O projeto deverá ser analisado e votado já nas primeiras sessões
ordinárias de 2006.
Lei de Libras
Casa Civil faz consulta pública sobre lei de Libras
A Casa Civil da Presidência da República está realizando consulta pública para receber contribuições ao projeto de decreto que regulamenta a lei da Língua Brasileira de Sinais (Libras) - Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. O projeto foi enviado à Casa Civil pelo ministro da Educação, Tarso Genro. Até o dia 3 de abril, qualquer cidadão pode apresentar sugestões antes que o decreto entre em vigor. As contribuições ao texto deveriam ter sido entregues até 3 de janeiro, mas para dar chance, principalmente às universidades, o prazo foi prorrogado por 90 dias.
No Brasil, há 5.750.809 pessoas com problemas relacionados à surdez. São 519.460 até 17 anos de idade e 276.884 entre 18 e 24 anos, segundo o Censo Demográfico de 2000 do IBGE. No Brasil havia 56.024 surdos matriculados na educação básica, dos quais 2.041 (3,6%) no ensino médio, segundo o último Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) de 2003. "No ensino superior, são 300 estudantes surdos", diz Marlene Gotti, assessora da Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC).
Marlene salienta que há afunilamento da população estudantil à medida que o grau de estudo aumenta e que esse afunilamento é mais acentuado no caso dos surdos. Segundo ela, a Libras é a língua natural dos surdos. O decreto que regulamentará a Lei nº 10.436/2002 viabilizará, para eles, a compreensão dos componentes curriculares. "Uma aula de matemática, por exemplo, dada em Libras muda tudo", afirmou. "Os surdos são inteligentes, mas enfrentam um problema quando se coloca a língua portuguesa oral como única forma de explicação das matérias nas escolas."
Com a promulgação do decreto, espera-se a ampliação do número de intérpretes de Libras. As aulas podem ser dadas em português, com a participação do intérprete.
Cursos - Com base na lei, o governo reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão. "Os alunos surdos podem ter explicações das matérias por meio dessa língua. A lei manda que esse componente curricular seja incluído nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. O decreto indicará como tudo isso deve funcionar", observou Marlene.
O programa Interiorizando Libras, da Seesp, oferece cursos para capacitação de instrutores surdos e de professores com audição normal para o uso da Libras; cursos de ensino de língua portuguesa para surdos e professores e cursos de tradução e interpretação de Libras e língua portuguesa para professores.
O programa é desenvolvido com a Universidade de Brasília, Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Deficiência Auditiva (Apada) e Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis). Este ano, serão ministrados cursos de Libras no Amazonas, Maranhão, Ceará, Rondônia, Bahia e Santa Catarina para 720 professores. O Interiorizando Libras, que forma servidores do MEC e outros interessados, será oferecido novamente este ano pelo Ministério da Educação.
Além de oferecer os cursos, o MEC enviou equipamentos a Roraima, Amapá, Tocantins, Acre, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás. Nesse estados devem ser implantados, este ano, os centros de capacitação de profissionais da educação e de apoio às pessoas com surdez, destinados à efetivação dos cursos para professores (surdos e ouvintes).
Os interessados em apresentar sugestões à regulamentação da Lei de Libras devem enviá-las à Casa Civil da Presidência da República, no Palácio do Planalto, Anexo III, Sala 212, CEP 70150-900, com a indicação Sugestões ao Decreto de Regulamentação da Lei no 10.436/02 - Libras. Podem, também, mandá-las para o endereço eletrônico libras@planalto.gov.br.
O texto do projeto pode ser consultado na internet e na edição de 3 de dezembro de 2004 do Diário Oficial da União.
Mais informações pelos telefones (61) 2104-8188 e na página da Casa Civil na internet.
Repórter: Susan Faria
Fonte : MEC
Cuidado com a sua voz
O que é, o que é: uma função sem a qual não conseguimos trabalhar, mas que raríssimas vezes recebe nossa atenção (a menos que ela nos falte)? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Quem pensou na voz, acertou.
Prova de que a maioria das pessoas não dá a mínima para essa função tão importante do corpo é a epidemia das disfonias que atingem, principalmente, professores, advogados, juízes, cantores, recepcionistas e operadores de telemarketing. "Os distúrbios mais comuns relacionados a voz são, na ordem de incidência, roquidão, falha na voz, cansaço ao falar, dor ou ardor e tosse ou pigarro", afirma Márcia Silva, fonoaudióloga do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica (Cefac).
O assunto é tão sério que a fonoaudióloga e professora Alice Penna, coordenadora dos cursos de Audiologia do Cefac, está elaborando um documento com a Secretaria do Estado da Saúde – e representantes do INSS, que deve se reverter em uma Norma Técnica para favorecer encaminhamentos médicos legais de trabalhadores com distúrbios da voz relacionados ao trabalho. "Existe um manual do Ministério da Saúde que enumera quais as doenças garantem afastamento do emprego. A voz, entretanto, não está normatizada. Com a aprovação desse projeto pelo Ministério da Saúde e INSS, conseguiremos provar o afastamento e aposentadoria dos trabalhadores com distúrbios vocais", explica Márcia. Ela também adianta: "As perspectivas de aprovação são muito boas. Afinal, existem muitas pesquisas relacionando voz e doenças de trabalho".
Dicas de saúde
Para quem não pretende engordar as estatísticas, seguem algumas dicas da fonoaudióloga Márcia Silva para manter a boa saúde da voz:
.Tomar aproximadamente dois litros de água por dia, em temperatura ambiente. Líquido muito gelado ou muito quente são prejudiciais para a voz.
.Evitar falar alto, gritar ou fazer pigarro com a garganta
.Evitar roupas muito justas ou apertadas na região do abdômen e da laringe.
.Fumar ou ingerir bebidas alcoólicas também prejudicam as cordas vocais. O mesmo vale para bebidas com gás
.No período pré- menstrual, as mulheres devem evitar falar muito alto ou cantar. As cordas vocais ficam mais comprimidas nesse intervalo e, por isso, não se pode gerar grande esforço.
.Por último, a cada duas horas de esforço, tente descansar as cordas vocais durante 10 minutos
Justiça Federal obriga escola a oferecer tratamento especial a aluno hiperativo
Veja a reportagem no site
A 4ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região determinou que um colégio, em Recife (PE), ofereça acompanhamento psicopedagógico a um aluno com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), distúrbio que prejudica a concentração e causa constante inquietação.
De acordo com informações do tribunal, a decisão foi tomada em recurso apresentado pelos pais do adolescente de 14 anos, após ele ter sido reprovado em várias disciplinas, na quinta série do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em 2004.
Segundo os pais, o colégio teria sido informado sobre a patologia desenvolvida pelo adolescente. Eles argumentam que a instituição de ensino deveria ter desenvolvido um acompanhamento psicopedagógico específico.
Os pais também disseram que a necessidade constante de movimento físico e a dificuldade de ouvir, ou saber o momento certo de falar, foram relevados por quase todos os professores.
Conforme a ação, o adolescente foi reprovado em dois conselhos de avaliação. As pedagogas Edite Alves e Maria Letícia e o psicólogo Paulo Emílio Macedo informaram em petição administrativa que os pais nunca entregaram nenhum laudo médico comprobatório da patologia e também não enviaram atestados que justificassem as faltas.
O relator do recurso dos pais, desembargador convocado Ivan Lira de Carvalho, afirmou que aceitar a reprovação do aluno seria aceitar uma segregação da pessoa com deficiência.
Com esse entendimento, o magistrado determinou que o colégio realize a apuração do aproveitamento escolar do aluno, levando em conta o TDAH. Além disso, determinou que ele seja readmitido na sétima série, que a avaliação que o reprovou seja anulada e que ele realize um novo exame. Por fim, o colégio também deverá providenciar o acompanhamento psicopedagógico do aluno, de acordo com as necessidades dele.
A 4ª Turma é composta pelo desembargador federal Lázaro Guimarães (presidente), os desembargadores convocados Francisco Barros Dias e Ivan Lira de Carvalho (relator).
Terça-feira, 7 de novembro de 2006




